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#Votaremos

Não, não venho para aqui, num grito estridente pela independência da Catalunha! Sou portuguesa, não tenho nada que opinar sobre a necessidade de identidade nacionalista de outros países, estados ou zonas do mundo.

A única coisa que posso dizer, aliás, que tenho o direito a dizer, visto ser cidadã da velha Europa, de um país incluido na União Europeia, que pelos tratados, acordos e papéis assinados pertence a um espaço nobre, a uma zona com grandes responsabilidades democráticas e na qual impera o  compromisso de assegurar o cumprimento exímio do Declaração Universal dos Direitos Humanos.

E como tal, sinto-me no direito e igualmente com o dever de lamentar profundamente os repugnantes atos praticados nestes últimos dias pelo governo e monarquia espanholas. São diversas as imagens que nos chegam de um povo que luta de forma digna e pacifica pelo seu desejo de independência, que apela por uma forma democrática de requerer a sua pertença de constituir uma identidade nacionalista independentista.

Não Europa, não temos o direito por questões meramente económicas, de defender atos de violência gratuita... Observamos uma Espanha terrorista, fascista, opressora e castradora. Que mendacidade foi esta de tantos actos de reprovação, discursos prestados, tantas manifestações públicas e políticas contra o terrorismo islâmico? Se depois, observamos silenciosos e cúmplices estes atos dentro das nossas fronteiras.  

Não estou a apelar à independência da Catalunha, por mais que já tenha testemunhado a sua total descaracterização para com os hábitos e tradições espanholas, estou sim, como cidadã membro da União Europeia a apelar por uma Europa realmente livre. Não vendam uma união democrática, quando a mesma hostiliza um povo e lhe retira direitos tão democráticos como o direito a voto, informação, ajuntamento e expressão.




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